Carrossel: Colesterol Pós-Menopausa (8 slides)
Slide 1 — Cover (Gancho / Mito)
AUMENTO DE COLESTEROL NA MENOPAUSA... porque os ovários pararam de produzir hormônios!? → × MITO. [BOX] A falência ovariana não "acumula matéria-prima"... Entenda a produção de colesterol e o papel dos hormônios.
Slide 2 — Contexto
CONTEXTO. Alguns médicos têm afirmado que o colesterol sobe na menopausa porque os ovários deixaram de utilizá-lo para produzir hormônios, especialmente o estradiol. A lógica parece simples: se o colesterol era usado como "matéria-prima" para fabricar esteroides, e essa produção cessa, então ele se acumularia no sangue. Vamos entender o que a bioquímica hepática e a endocrinologia reprodutiva realmente mostram.
Slide 3 — Produção Fisiológica Diária de Colesterol
Produção Fisiológica Diária de Colesterol. O hepatócito sintetiza cerca de 700 a 900 mg de colesterol por dia. Esse volume é 20 a 40 vezes maior que o "gasto" com a esteroidogênese. [Imagem referência: Harvard Health Publishing — "Cholesterol's path through the body"]. [BOX CONCLUSÃO] Portanto, a economia obtida com a falência ovariana não afeta o consumo.
Slide 4 — Quanto o ovário realmente usa?
Quanto de colesterol o ovário realmente usa? Os ovários produzem fisiologicamente entre 70 e 500 microgramas (mcg) de estradiol por dia, dependendo da fase do ciclo menstrual. A conversão de colesterol em todos os esteroides gonadais consome < 1% do pool corporal. Ou seja, mesmo que todo esse fluxo fosse bloqueado, o impacto sobre a colesterolemia seria desprezível. Referência: Oxid Med Cell Longev. 2021 Apr 8;2021:5542342
Slide 5 — Os Verdadeiros Motivos do Aumento do Colesterol (1. LDLR)
Os Verdadeiros Motivos do Aumento do Colesterol. 1. Diminuição da Degradação do LDL: O estradiol normalmente estimula a expressão do receptor de LDL (LDLR) no fígado, promovendo a captação e remoção do LDL-colesterol da circulação. A queda do estradiol na menopausa diminui a expressão do LDLR, resultando em menor depuração de LDL e consequente elevação dos níveis séricos de LDL-colesterol e colesterol total. Referências: Curr Vasc Pharmacol. 2019;17(6):591-594. Front Endocrinol (Lausanne). 2020 Jan 30;10:930. Atherosclerosis. 2025 Jun;405:119213
Slide 6 — Os Verdadeiros Motivos do Aumento do Colesterol (2. FSH)
Os Verdadeiros Motivos do Aumento do Colesterol. 2. FSH Alto e a piora o cenário: Hepatócitos expressam receptor de FSH. A elevação de FSH ativa via Gi2α/β-arrestina-Akt, aumenta HMG-CoA redutase, elevando síntese endógena. [Imagem: diagrama molecular FSH → receptor hepático → via Gi2α/β-arrestina-Akt → HMG-CoA redutase ↑]. Referência: Cell Res. 2019 Feb;29(2):151-166
Slide 7 — Intervenções que provam os mecanismos
Intervenções que provam os mecanismos. A terapia estrogênica ou TRH reduz LDL-C e apoB em meta-análise de 65 ensaios randomizados. Em ratas ovariectomizadas, anticorpo anti-FSH reduz colesterol total 30-40%. Coorte chinesa de 588 mulheres com 53-73 anos: FSH ≥ 78 IU/L associou-se a maiores LDL e Colesterol Total, mesmo após ajuste para E2. Referência: Cell Res. 2019 Feb;29(2):151-166
Slide 8 — Conclusão
Não caia em narrativas mecanicistas. Entenda a fisiologia, a bioquímica antes de repetir explicações simplistas: 1. O ovário consome < 1% do colesterol corporal. 2. A síntese hepática é centenas de vezes maior. 3. O LDL sobe por perda do efeito regulador do estradiol, amplificada pelo FSH. [CTA] Compartilhe este post para mais conteúdo científico sem mitos. Dr. Leonardo Jacobsen.
Carrossel: Dosar Progesterona (5 slides)
Slide 1 — Cover
DOSAR PROGESTERONA. NÃO FAZ SENTIDO na TRH DA MENOPAUSA. [Ilustração: estrutura química da molécula de progesterona]. Entenda o porquê 🫵. Pós-Graduação — Ginecologia Clínica e Endocrinologia Feminina.
Slide 2 — Farmacocinética Via Oral (pico)
FARMACOCINÉTICA. VIA ORAL: Após ingesta a Progesterona Oral atinge um pico de concentração em 1 a 3 horas. [Gráfico — Progesterona oral (RIA). Eixo Y: Níveis de progesterona (ng/mL) 0-35. Eixo X: Tempo (horas) 0-24. Curvas: 300mg, 200mg, 100mg com respectivas médias tracejadas. Anotação: "Pico em 3 horas" (~35 ng/mL na curva de 300mg)]. Ref: Fertil Steril. 1993 Jul;60(1):26-33
Slide 3 — Farmacocinética Via Oral (queda)
FARMACOCINÉTICA. VIA ORAL: [Mesmo gráfico com setas ↑↑ apontando para zona das 8-12h onde curvas retornam ao basal]. [BOX] Observe que em 8 a 12 horas os níveis praticamente retornaram ao basal — isso ocorre porque a progesterona é rapidamente metabolizada! Ref: Fertil Steril. 1993 Jul;60(1):26-33
Slide 4 — Portanto / Insight Clínico
PORTANTO: A progesterona administrada pela via oral faz pico e vale, é rapidamente metabolizada e retorna a níveis basais em 8-12 horas. [BOX — Insight para a Prática Clínica:] Se uma paciente usar a progesterona às 21h, antes de dormir, é normal que ao coletar o exame pela manhã seus níveis séricos estejam baixos! Ref: Endocr Rev. 2013 Apr;34(2):171-208
Slide 5 — CTA
O CONHECIMENTO LIBERTA! [Ícone: cérebro sorridente com estrelas e lâmpada acesa]. [BOX] Aprofunde-se na ciência da saúde hormonal feminina. Conheça a Pós-Graduação em Ginecologia Clínica e Endocrinologia Feminina. → Comente ESTUDANTE para ter acesso a uma condição especial!
Carrossel: Progestinas Androgênicas (12 slides)
Slide 1 — Cover: "Bomba" ou farmacologia?
PROGESTINAS ANDROGÊNICAS. "Bomba" ou farmacologia mal compreendida? Progestinas derivadas da 19-nortestosterona podem ativar o receptor androgênico (RA), resultando em efeitos similares aos dos androgênios naturais. Estas características levantam preocupações e mitos acerca de um possível efeito "anabolizante", confundindo-as com esteroides anabólicos. Vamos entender a farmacologia.
Slide 2 — Classificação dos Progestagênios
Classificação dos Progestagênios. [Fluxograma hierárquico — PROGESTOGENS: C-21 progestogens (Pregnanes: MPA, Megestrol, Cyproterone, Trimegestone), C-19 nortestosterone (Estranes: Norethindrone, NETA, Lynestrenol, Dienogest; Gonanes: Norgestrel, LNG, Norgestimate, Desogestrel, Gestodene), Spirolactone → Drospirenone]. Ref: Int J Womens Health. 2010 Aug 24;2:279-90. Principais Derivados da Testosterona: Estranos C-18: NET, NETA, Tibolona. Gonanos C-17: LNG, Desogestrel, Etonogestrel, Gestodeno, Dienogeste (DNG).
Slide 3 — Geração das Progestinas
GERAÇÃO DAS PROGESTINAS. Progestinas são agrupadas por gerações: As de 1ª e 2ª são mais androgênicas, as de 3ª menos, e o dienogeste é antiandrogênico. [Estruturas químicas: 1ª Geração: Norethisterone → 2ª: Levonorgestrel → 3ª: Desogestrel → 4ª: Dienogest]. Tabela: 1ª (Noretisterona) | 2ª (Levornogestrel, Norgestrel) | 3ª (Desogestrel, Etonogestrel, Gestodeno) | 4ª (Dienogeste).
Slide 4 — Activity of Progestin Agents (tabela)
Activity of Progestin Agents. Cada progestina está associada a uma afinidade ligeiramente diferente para os receptores de estrogênio, androgênio e progesterona. [Tabela: First gen — Norethindrone (++/++/++), Norethindrone acetate (–/++++/++++); Second — Levonorgestrel (–/++++/++++); Third — Norgestimate (–/+++/+), Desogestrel (+/–/++++/+); Fourth — Drospirenone (–/+/–/–)]. Observem a FORTE atividade androgênica do Levonorgestrel.
Slide 5 — Atividade Androgênica (tabela)
ATIVIDADE ANDROGÊNICA. [Tabela: Levonorgestrel — High; Norgestrel — High; Norethindrone — Medium; Norethindrone acetate — Medium; Ethynodiol diacetate — Low; Norgestimate — Very low; Desogestrel — Very low; Drospirenone — Anti]. Ref: J Steroid Biochem Mol Biol. 2008 May;110(1-2):39-47. Gestrinona: propriedades androgênicas e anabólicas MODERADAS em comparação com androgênios clássicos como a testosterona.
Slide 6 — Levonorgestrel
LEVONORGESTREL. [Nota: "Ninguém chama de bomba 🙄"]. É uma das mais potentes e mais androgênica em uso. Uso Clínico: DIU, Contraceptivos, TRH da menopausa e Pílula do dia seguinte. Maior risco de efeitos androgênicos: acne, redução do HDL e queda de cabelo. Refs: Clin Ther. 1986;8(6):607-18. Endocr Rev. 2013 Apr;34(2):171-208. Clin Med. 2023 May 10;12(10):3388.
Slide 7 — Noretisterona
NORETISTERONA. Derivada da Testosterona e Nandrolona, mas com mudanças químicas que a tornam uma progestina moderadamente androgênica, altamente ativa e bem tolerada. [Diagrama: afinidade ao receptor de progesterona (progesterona=100): Testosterone 2, Nandrolone 22, Ethisterone 44, Norethisterone 150]. Uso clínico: Anticoncepção, sangramento uterino disfuncional, TRH menopausa. Efeitos adversos: acne, oleosidade, alteração de libido, dislipidemia leve. Refs: Femina; 39(3) mar. 2011. Endocr Rev. 2013 Apr;34(2):171-208.
Slide 8 — Gestrinona
GESTRINONA. Propriedades androgênicas, antiestrogênicas e antiprogestogênicas. Efeitos androgênicos e anabólicos considerados leves a moderados. Uso Clínico: Endometriose e patologias estrogênio-dependentes. Efeitos Adversos: Seborreia, acne leve, aumento da libido, alteração no perfil lipídico. Refs: Fertil Steril. 1985 Oct;44(4):466-70. J Steroid Biochem Mol Biol. 2008 May;110(1-2):39-47. Pharmaceutics. 2025 May 11;17(5):638.
Slide 9 — Androgenicidade ≠ Anabolismo
Androgenicidade ≠ Anabolismo. Ativar levemente o receptor androgênico não é o mesmo que promover ganho de massa muscular. Farmacologicamente, são agonistas fracos ou parciais. Gestrinona tem pobre relação androgênica:anabólica ao uso. [Citação Lucas Caveri, Loreto Carinello: "Gestrinona não seria a melhor opção farmacológica para estética, considerando sua pobre relação anabólica/androgênica. Outros como oxandrolona apresentam potência anabólica muito maior."]. [Citação Andre Ricout: "A indicação da gestrinona como opção para melhora estética não é a escolha mais inteligente, é muito inferior ao uso de agentes anabólicos como a oxandrolona."]
Slide 10 — Progestinas ≠ Anabolizantes
PROGESTINAS ≠ ANABOLIZANTES. Progestinas foram desenvolvidas para uso ginecológico — contracepção, TRH e controle de endometriose. Esteroides anabolizantes (nandrolona, estanozolol, oxandrolona) são derivados sintéticos da testosterona com finalidade anabólica muscular. Progestinas têm atividade parcial no receptor androgênico e potência significativamente inferior. DIFERENÇA PARA OS ANABOLIZANTES: Afinidade pelo receptor androgênico é menor; Não estimulam GH/IGF-1; Doses clínicas são muito baixas; Uso clínico visa ação no RP, não no RA; Sem ganho muscular real.
Slide 11 — Síntese
Síntese. Todas as progestinas androgênicas (Levonorgestrel, Noretisterona, Medroxiprogesterona e Gestrinona): Ativam PR + AR em graus variáveis; Reduzem SHBG; Alteram lipídios (↓HDL, ↑LDL); Causam acne, oleosidade e pelos. São amplamente prescritas em DIUs, contraceptivos orais, minipílulas, TRH e injetáveis. Têm indicações validadas e segurança conhecida. → Diferem apenas na intensidade dos efeitos, mas pertencem à mesma classe funcional.
Slide 12 — Conclusão
Conclusão. Chamar progestinas androgênicas de "bomba" é um erro conceitual. O termo implica uma ação anabólica potente, o que não se aplica a essas moléculas. Esse tipo de linguagem leiga e distorcida — como "bomba", "chip" ou "modulação" — confunde pacientes, gera medo infundado e estigmatiza terapias hormonais com respaldo científico. Dr. Leonardo Jacobsen.
Carrossel: Proteção Endometrial (10 slides)
Slide 1 — Cover
PROGESTAGÊNIOS. 3 CARACTERÍSTICAS ESSENCIAIS para proteção endometrial. [Ilustração anatômica: corte transversal do endométrio — glândulas endometriais e vasos sanguíneos]. Pós-Graduação — Ginecologia Clínica e Endocrinologia Feminina.
Slide 2 — Introdução
Introdução. [Artigo: "Micronized progesterone, progestins, and menopause hormone therapy" — Women & Health, Taylor & Francis Group]. Várias publicações mostraram que a atividade anti-proliferativa no endométrio após a estimulação com estradiol é dependente da potência, do tempo e da dose de uso dos progestagênios. Ref: Women Health. 2021 Jan;61(1):3-14.
Slide 3 — Característica 1: Potência (tabela)
1) POTÊNCIA DOS PROGESTAGÊNIOS. Efeito progestagênico: capacidade de transformação do endométrio proliferativo em endométrio secretor. [Tabela: Noretindrona (potência 1, dose 1mg), Levonorgestrel (8, 0,15-0,5mg), MPA (0,1, 2,5-10mg), Didrogesterona (0,02, 20mg), Progesterona (0,002, 100-300mg). Fonte: Femina; 39(3) mar. 2011]. As progestinas androgênicas são as mais potentes, sendo a noretisterona a menos potente delas.
Slide 4 — Característica 1: Potência (insight)
1) POTÊNCIA DOS PROGESTAGÊNIOS. O Levonorgestrel é a mais "forte" de todas — 8x mais potente que a noretisterona. A Progesterona é a mais "fraca" de todas — 200x menos potente que a noretisterona. [Insight para a Prática Clínica:] Por sua maior potência, as progestinas podem ser a escolha para maior proteção endometrial em: Patologias Estrogênio-Dependentes (Adenomiose, Endometriose); Doses Maiores de estradiol (Menopausa Precoce ou Cirúrgica); Obesidade ou fatores de risco para CA de endométrio; Uso de Pellets.
Slide 5 — Característica 2: Tempo (dados de risco)
2) TEMPO DE USO DOS PROGESTAGÊNIOS. Contínuo vs Cíclico. A duração da exposição ao progestagênio em mulheres em uso de estrogênio é um determinante crítico do risco de câncer de endométrio. Progestagênio Contínuo (>25 dias/mês): menor risco de CA — RR 0,78. Progestagênio Cíclico (12-24 dias/mês): risco neutro — RR 1,07. Progestagênio a cada 3 meses: risco 276% maior (IC 190%-379%). Ref: Menopause. 2020 Dec 14;28(3):325-326.
Slide 6 — Característica 2: Tempo (insight — regra dos 5 anos)
2) TEMPO DE USO DOS PROGESTAGÊNIOS. [Publicação: "Progestogens and endometrial protection" — BMS (British Menopause Society)]. O uso prolongado de THM sequencial por mais de 5 anos pode estar associado a um pequeno aumento no risco de hiperplasia endometrial e câncer endometrial. Ref: Post Reprod Health. 2022 Mar;28(1):40-46. [Insight para a Prática Clínica:] Após 5 anos de uso sequencial, obrigatoriamente deve-se trocar o esquema de administração dos progestagênios para contínuo, mesmo que a paciente esteja bem adaptada ao esquema cíclico.
Slide 7 — Característica 3: Dose (tabela)
3) DOSE DOS PROGESTAGÊNIOS. A dose de progestagênio deve ser proporcional à dose de estrogênio. [Tabela — dose por nível de E2: Progesterona vaginal (Baixa 200mg, Média 400mg, Alta 400mg); MPA sequencial (5mg, 10mg, 20mg); NETA sequencial (1mg, 2mg, 4mg); Didrogesterona sequencial (5mg, 10mg, 20mg); etc.]. Observem que quanto maior a dose de estradiol, maior a dose dos progestagênios. Ref: Climacteric. 2022 Oct;25(5):443-452.
Slide 8 — Característica 3: Dose (insight)
3) DOSE DOS PROGESTAGÊNIOS. [Artigo REVIEW: "Primary choice of estrogen and progestogen as components for HRT: a clinical pharmacological view"]. [Insight para a Prática Clínica:] "Mulheres que usam altas doses de estrogênio devem considerar o aumento da dose de progestágeno para garantir a proteção adequada do endométrio." Ref: Climacteric. 2022 Oct;25(5):443-452.
Slide 9 — Resumo
RESUMO. [BOX 1 — Potência dos Progestagênios:] Eficácia endometrial da progesterona é menor que das progestinas; Progestinas androgênicas são as mais potentes. [BOX 2 — Tempo de Uso:] Mínimo de duração: 12 dias por mês; Uso sequencial associado a maior risco do que o contínuo. [BOX 3 — Dose:] Quanto maior a dose de estradiol, maior a dose de progestagênio necessária.
Slide 10 — CTA (Dia do Estudante)
CTA — Dia do Estudante. Participe do Dia do Estudante e tenha acesso a uma condição exclusiva na nossa Pós-Graduação em Ginecologia Clínica e Endocrinologia Feminina.
Carrossel: Estradiol Adesivo (10 slides)
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ADESIVO DE ESTRADIOL
ABSORÇÃO / Níveis Séricos
Foto: mulher aplicando adesivo quadrado no abdômen
5ª Edição — HORMOFEM — Terapia Hormonal Feminina
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Liberação
O Estradiol é disperso diretamente em uma
matriz adesiva de camada única.
Os adesivos liberam uma dose entre
25μg e 100μg por dia.
No entanto, a taxa de administração real pode ser diferente e tem havido uma ampla gama de níveis séricos de 17β-estradiol medidos em mulheres tratadas com o adesivo.
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HORMOFEM — 3ª Edição
O único curso de Terapia Hormonal que ensina conceitos fundamentais de farmacologia para que médicos prescrevam hormônios de maneira segura e eficaz, por todas as vias.
03 e 04 de Maio/2025 — São Paulo
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Níveis Séricos
Estudos de Farmacocinética mostram:
• Os níveis séricos atingem o pico em 12 horas.
• A taxa de difusão permanece relativamente constante nos 7 dias seguintes.
• Os adesivos de matriz são eficazes por 7 dias, apesar de os fabricantes recomendarem troca 2× por semana.
Gráfico farmacocinético: Estradiol patch 0,25 mg/day — pico ~30 pg/mL; 0,5 mg/day — pico ~55 pg/mL. Eixo X: 0–180h. Eixo Y: 0–60 pg/mL.
Castelo-Branco C, 2014
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Variações — Variabilidade 7×
Estudos de farmacocinética também mostram que:
A absorção de estradiol transdermi co pode variar 7 vezes com o adesivo.
Potts RO, 2005
Por isso, torna-se fundamental saber re-avaliar após o início do tratamento.
↓
No HORMOFEM usamos o termo →
DOSE EFICAZ
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Variações — 30% das mulheres
Estudos de farmacocinética também mostram que:
Em até 30% das mulheres tratadas com adesivo de estradiol de 50μg/dia, os níveis de estradiol são baixos.
Kuhl H, 2005
Por isso, torna-se fundamental saber re-avaliar após o início do tratamento.
↓
No HORMOFEM usamos o termo →
DOSE EFICAZ
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Local de Aplicação
Um estudo descobriu que os adesivos transdermi cos de estradiol tinham biodisponibilidade 20 a 25% maior quando aplicados nas nádegas do que no abdômen.
Ilustração: torso feminino visto de costas com adesivo aplicado na nádega direita
Potts RO, 2005
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Desvantagens
• Reações cutâneas
• Até 10% dos adesivos podem cair
• Podem ficar sujos ou deixar resíduo pegajoso
• Considerados pouco atraentes do ponto de vista estético
• A taxa de liberação pode ser afetada pela temperatura
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O Conhecimento Liberta!
✓ Construa seu próprio conhecimento!
✓ Tenha acesso a todas as referências!
✓ Entenda a farmacocinética de todas as vias!
✓ Tenha nossa apostila resumida em mãos.
HORMOFEM — Terapia Hormonal Feminina
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SE ISSO JÁ TE FEZ PENSAR DIFERENTE,
IMAGINE O QUE DOIS DIAS DE IMERSÃO
COMIGO PODEM FAZER PELA SUA PRÁTICA.
O HORMOFEM está te esperando.
Dr. Leonardo Jacobsen — terno azul, sorrindo
@drleonardojacobsen — VAGAS ABERTAS!
Carrossel: Gel Transdérmico (10 slides)
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1 EM CADA 4 MULHERES
NÃO ATINGE
NÍVEIS TERAPÊUTICOS COM
ESTRADIOL TRANSDERMÍCO
4 silhuetas femininas — 1ª em rosa/lilás claro, 3 em roxo escuro
HORMOFEM — Terapia Hormonal Feminina
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O ESTUDO
Um estudo recente no Reino Unido analisou mais de 1.500 mulheres em terapia transdermi ca de estradiol.
OBJETIVO:
Explorar a variação nos níveis séricos de estradiol e identificar mulheres com má absorção (níveis subt erapêuticos).
METODOLOGIA:
Clínica especializada com >1.500 pacientes na perimenopausa ou menopausa.
• Critério 1: Uso de estradiol transdermi co por ≥3 meses.
• Critério 2: Coleta de sangue para medir níveis séricos.
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RESULTADOS PRINCIPAIS
OS NÍVEIS SÉRICOS DE ESTRADIOL VARIARAM MUITO!
• Mediana: 96 pg/mL
• Intervalo: 14 a 558 pg/mL
Até 25% das mulheres na dose máxima de gel aprovada (4 pumps) ainda apresentaram níveis subt erapêuticos (<54 pg/mL).
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HORMÔNIOS APROVADOS
⚠️ ATENÇÃO — OS HORMÔNIOS NÃO ERAM MANIPULADOS
As pacientes usavam géis aprovados e fabricados pela indústria farmacêutica, como Sandrena Gel® e Oestrogel®.
Portanto, as variações ocorrem mesmo com os produtos industrializados!!!
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GEL VS ADESIVO
USUÁRIAS DE GEL APRESENTARAM NÍVEIS MAIS ALTOS E MAIOR VARIABILIDADE
Formulações diferentes exigem estratégias personalizadas.
Gel (frasco pump) × Adesivo (patch)
HORMOFEM — Terapia Hormonal Feminina
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O PAPEL DOS EXAMES
QUANDO OS EXAMES SÃO ÚTEIS?
• Para sintomas persistentes em doses altas licenciadas.
• Para confirmar níveis terapêuticos (>50 pg/mL) em mulheres sem sintomas ou com sintomas mínimos.
⚠️ Exames não são necessários para diagnosticar menopausa ou decidir as doses terapêuticas de início.
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NÍVEIS TERAPÊUTICOS
Quais são os níveis séricos terapêuticos de estradiol?
"The optimal plasma estradiol concentration for relief of menopausal symptoms and prevention of bone loss is 220-550 pmol/L (60-150 pg/mL). Levels of 220 pmol/L (60 pg/mL) relieve hot flashes in 50% of women and prevent bone resorption; 100% elimination of hot flashes occurs when levels approximate 400 pmol/L (100 pg/mL)."
A concentração ideal de estradiol para alívio dos sintomas e prevenção da perda óssea é de 60–150 pg/mL.
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ESTE ESTUDO ESTÁ ATRASADO!
Sabe por quê?
Porque os alunos do HORMOFEM já sabem disso!
Nas edições de 2024, já apresentei inúmeras evidências sobre os NÍVEIS TERAPÊUTICOS IDEAIS DE ESTRADIOL e da GRANDE VARIABILIDADE INTERINDIVIDUAL na absorção do estradiol transdermi co. Isso está documentado no LIVRO HORMOFEM desde a primeira edição.
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PRÓXIMA EDIÇÃO
A próxima edição do HORMOFEM será dias 03 e 04 de Maio de 2025
Se você quer...
✓ Dominar a prescrição da TRH...
✓ Entender a farmacocinética de todas as vias...
✓ Ter acesso ao nosso Livro Exclusivo!
NÃO PERCA O HORMOFEM
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CONCLUINDO...
O que esse e outros estudos nos ensinam?
✓ É necessário entender a farmacocinética individual para ajustar a dose e a formulação.
✓ Ajuste a dose com base nos sintomas da paciente e use exames para confirmar níveis em casos complexos.
✓ Mantenha a segurança e eficácia personalizando o tratamento hormonal das suas pacientes.
Carrossel: Lipedema (11 slides)
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LIPEDEMA
UMA DOENÇA GINECOLÓGICA?
4 figuras femininas ilustrando estágios progressivos de lipedema
Literatura recente sugere que o lipedema pode co-existir com endometriose e outras doenças ginecológicas hormoniodependentes.
@drleonardojacobsen
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Artigo de Referência
[IMAGEM capa do artigo — Biomedicines, MDPI]
Review: "Lipedema in Women and Its Interrelationship with Endometriosis and Other Gynecologic Diseases: A Scoping Review"
Autores: Diogo Pinto da Costa Viana, Adriana Luckow Invitti, Eduardo Schor
Viana et al. Biomedicines. 2026; 14(1):122
Fiz um resumo crítico do artigo recente publicado por 2 grandes médicos.
Revisão de Escopo — 25 estudos, 10 países
• JBI + PRISMA-ScR (OSF pré-registro)
• 5.247 registros → 25 incluídos
• Mulheres com lipedema (diagnóstico clínico)
• Coortes, transversais, surveys, multi-ômica, genética
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CLÍNICA
Acúmulo adiposo
desproporcional, simétrico e doloroso em extremidades, poupando mãos e pés.
• Condição crônica, progressiva e subdiagnosticada
• Fenótipo adiposo glúteo-femoral + dor + equimoses
• Predominância em mulheres (99,2–100%)
⚠️ ATRASO DIAGNÓSTICO MÉDIO: >20 ANOS
• Início de sintomas: 12–16 anos (puberdade)
• Diagnóstico formal: 4ª–5ª década de vida
O
subdiagnóstico persistente reflete fragmentação entre especialidades.
Viana et al. Biomedicines. 2026; 14(1):122
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CRONODEPENDÊNCIA HORMONAL
PUBERDADE — Início dos sintomas: 62–72%
↓
ANTICONCEPCIONAIS COMBINADOS — Piora relatada: 44%
↓
GRAVIDEZ — Piora de sintomas: 53%
↓
MENOPAUSA — Progressão: 67,9%
A Cronodependência Hormonal não implica que hormônios causem lipedema, mas que flutuações hormonais modulam expressão da doença em indivíduos geneticamente susc etíveis.
Viana et al. Biomedicines. 2026; 14(1):122
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COMORBIDADES ENDOCRINO-GINECOLÓGICAS
Prevalência em Coortes de Lipedema vs População Geral:
Disfunção Tireoidiana: 55,1% vs 5,0%
Dismenorreia Moderada/Grave: 43,0% vs 25,0%
SOP: 17,1% vs 10,0%
Disfunção Ovariana: 76,0% vs ~25,0%
Infertilidade: 18,0% vs 17,5%
O termo
"disfunção ovariana inflamatória" (76% na maior coorte espanhola, n=1803) engloba dist\u00farbios ovulatórios e menstruais clinicamente definidos.
Viana et al. Biomedicines. 2026; 14(1):122
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DISTINÇÃO CLÍNICA
DIAGNÓSTICO POR CRITÉRIOS:
• Endometriose: 4,2% | SOP: 12–17%
• Miomas Uterinos: 15%
• Disfunção Tireoidiana: 35–59%
RESULTADOS POR SINTOMAS:
• Dismenorreia: 43% | Dor pélvica: 32%
• Irreg. Menstruais: 35–76%
• Infertilidade: 18%
Endometriose exige confirmação cirúrgica-histopatológica. Discordância sintoma/diagnóstico não indica ausência de doença, mas limitação de acesso diagnóstico.
Viana et al. Biomedicines. 2026; 14(1):122
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MECANISMOS MOLECULARES COMPARTILHADOS
TECIDO ADIPOSO COMO ÓRGÃO ENDRÓCRINO
1. ↑ CYP19A1 (aromatase) → Síntese local excessiva de estradiol
2. Disfunção AKR1C1 → Inativação e Resistência a Progesterona
3. ↓ ERα / ↑ ERβ → Citocinas inflamatórias TNF-α, IL-6 e remodelamento fibrótico
AMBIENTE INTRÁCRINO PRÓ-INFLAMATÓRIO
Este perfil molecular também é descrito na
Endometriose: produção local excessiva de estradiol, resistência à progesterona, predominância ERβ.
Viana et al. Biomedicines. 2026; 14(1):122
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LIPEDEMA COMO CONDIÇÃO
ENDOCRINO-METABÓLICA SISTÊmica
Nível Clínico:
Cronodependência reprodutiva consistente; associação com doenças hormônio-sensíveis.
Nível Tecidual:
Adipócitos com comportamento endócrino ativo; microambiente responsivo a esteróides; resistência à restrição calórica.
Nível Molecular:
Produção estrogênica intráctina aumentada; resistência/metabolismo alterado de progesterona; perfil pró-inflamatório mediado por ERβ.
Viana et al. Biomedicines. 2026; 14(1):122
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IMPLICAÇÕES CLÍNICAS
Abordagem Multidisciplinar: Deve estender-se além da cirurgia vascular para incluir endocrinologia e ginecologia.
Rastreio Ginecológico: Sintomas pélvicos, dist\u00farbios menstruais e infertilidade merecem investigação ativa.
• Ultrassom pélvico | Marcadores hormonais (TSH, anti-TPO)
• História reprodutiva detalhada
Terapias Hormonais: Coorte italiana (n=360): 44,4% relataram piora com anticoncepcionais hormonais combinados. Progestinas isoladas (ex.: drospirenona) tendem a ser preferíveis.
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CONSIDERAÇÕES FINAIS
• As evidências indicam que
lipedema agrupa-se com características ginecológicas e endócrinas hormônio-sensíveis.
• Gap sistêmico no rastreamento ginecológico dessas pacientes.
• Lipedema deve ser compreendido como
condição endocrinometabólica sistêmica, não apenas dist\u00farbio linfovas cular.
• Necessidade de abordagem clínica integrada: vascular + endocrinologia + ginecologia.
Parabéns ao Dr. Diogo Viana, autor principal, por sua contribuição consistente para a mudança de paradigma no cuidado das mulheres com lipedema.
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TRH MENOPAUSA E LIPEDEMA
A terapia hormonal da menopausa em mulheres com lipedema exige atenção redobrada ao perfil ginecológico, às vias hormonais e aos mecanismos inflamatórios e esteróide-dependentes da doença.
Participe da 5ª Edição do HORMOFEM — 18 e 19 de Abril.
Edição única em 2026.
HORMOFEM — Terapia Hormonal Feminina
Carrossel: P4 e SNC (9 slides)
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Vias de PROGESTERONA
Efeitos no Cérebro
Ilustração de cérebro — metade cinza, metade roxa
Dr. Leonardo Jacobsen — CRMSC 28995 | PGS 17953 | TEGO 32571534
HORMOFEM — Terapia Hormonal Feminina
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Progesterona e Cérebro
A progesterona é sintetizada internamente no cérebro, medula espinhal e nervos periféricos, regulando processos moleculares e celulares.
✓ Neurogênese ✓ Mielinização ✓ Neuroproteção
✓ Neuromodulação ✓ Aprendizado
✓ Memória ✓ Humor
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Progesterona Via Oral
A
alopregnanolona e a
pregnanolona circulam em concentrações mais altas do que a progesterona, em picos suprafisiológicos.
Gráfico de Lignieres B, 1995 — "Progesterone 200mg oral"
Eixo X: 0–8h | Eixo Y: 0–30 ng/mL
• Progesterona (vermelho) • Alopregnanolona (azul) — pico mais alto • Pregnanolona (verde) — 2º pico
* Observem a alopregnanolona em azul e a pregnanolona em verde, mais altas do que a progesterona em vermelho.
de Lignieres B, 1995
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Progesterona Via Vaginal
Em comparação com a progesterona oral,
os níveis desses neuroesteróides são muito baixos com as vias parenterais (vaginal, IM, etc.).
Mesmo gráfico de Lignieres 1995 — "Progesterone 400mg vaginal"
Curvas de Alopregnanolona e Pregnanolona praticamente zeradas/planas.
* Observem a alopregnanolona em azul e a pregnanolona em verde, praticamente zeradas.
de Lignieres B, 1995
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Fisiologia Hormonal
A mucosa vaginal não possui as enzimas 5α e 5β redutases necessárias para o metabolismo da progesterona em alopregnanolona e 5β-pregnanolona.
É por isso que, se buscamos os
efeitos sedativos, ansiolíticos, analgésicos e hipnóticos da progesterona no cérebro, a via de administração precisa ser
ORAL.
Por isso é necessário conhecer os estudos de
farmacocinética e farmacodinâmica das diferentes vias de administração.
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Variabilidade — ATENÇÃO!
⚠️ ATENÇÃO!
"Há grandes diferenças interindividuais no padrão dos metabólitos que circulam após a administração oral."
Isso explica por que algumas mulheres se sentem bem com a progesterona oral e outras têm efeitos muito intensos de sedação, tontura prolongada e não se sentem bem!
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Colega Médico!
O Conhecimento Liberta!
✓ Construa seu próprio conhecimento!
✓ Tenha acesso a todas as referências!
✓ Entenda a farmacocinética de todas as vias!
✓ Tenha nossa apostila resumida em mãos.
HORMOFEM — Terapia Hormonal Feminina
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Evento HORMOFEM
Fotos do evento presencial HORMOFEM:
1) Participante folheando apostila com canetas coloridas
2) Dr. Leonardo Jacobsen em palco com backdrop HORMOFEM
3) Foto panorâmica da turma inteira com iluminação roxa/azul ao fundo
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EU JÁ ESTIVE NO SEU LUGAR.
Inseguro, com medo de errar. O HORMOFEM é o curso que eu queria ter feito naquela época.
Agora você tem a oportunidade de estar 2 dias inteiros comigo.
Dr. Leonardo Jacobsen — terno azul
VAGAS ABERTAS!
Carrossel: Testosterona Sublingual (9 slides)
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TESTOSTERONA SUBLINGUAL?
Evidência Científica ou mais uma Moda na Reposição Hormonal Feminina?
Foto de boca aberta com língua levantada mostrando região sublingual
3ª Edição HORMOFEM — Terapia Hormonal Feminina
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Contexto / Problema
De vez em quando surgem algumas "modas" na TRH feminina, e a bola da vez parece ser a reposição de
Testosterona pela via Sublingual.
AUMENTO NAS PRESCRIÇÕES:
Como percebi um aumento crescente nas prescrições, e como nunca li nada a respeito nos principais estudos do tema, me perguntei:
• Existem estudos clínicos?
• Qual os parâmetros de farmacocinética?
Fui pesquisar e encontrei um estudo publicado na Psychoneuroendocrinology (2012) e compartilhei os principais achados.
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O Estudo
"Pharmacokinetics of three doses of sublingual testosterone in healthy premenopausal women"
✓ Randomizado, cego para o investigador, cruzado e controlado por placebo.
✓ 16 mulheres pré-menopáusicas saudáveis
✓ Testosterona Sublingual em 3 doses: 0,25 mg | 0,50 mg | 0,75 mg
✓ Coletas em múltiplos tempos até 230 min.
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RESULTADOS — TESTOSTERONA TOTAL
Concentração Máxima:
• 0,25 mg → 379 ng/dL
• 0,50 mg → 531 ng/dL
• 0,75 mg → 673 ng/dL
Pico: 15 minutos Retorno ao basal: 150 minutos
Absorção e metabolismo extremamente rápidos.
Gráfico farmacocinético — 3 curvas (0.25, 0.50, 0.75 mg) com pico em ~15min e queda até basal em ~250min
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Comparação Entre as Vias
Diferente de outras vias, a via sublingual tem farmacocinética aguda, com pico em 15 minutos e retorno ao basal em 2h30.
Sublingual: Pico 15min | Duração 2,5h | Agudo (Picos e Vales)
Gel: Pico 4h | Duração 24h | Sustentado
Implantes: Pico 30-60 dias | Duração 6-12 meses | Prolongado
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METABÓLITOS
✓ DHT aumentou de forma dose-dependente, mas retornou ao basal em 3h
✓ Nenhuma elevação significativa de Estradiol ou 3α-diol-G
✓ Perfil metabólico considerado seguro
✓ Método de análise: LC/MS-MS de alta sensibilidade
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Reflexões Clínicas — Genômicos vs Não Genômicos
A testosterona age por dois mecanismos:
Genômicos: Receptor Nuclear → Transcrição Gênica → Síntese Proteíca — Lento: horas a dias
Não Genômicos: Segundo Mensageiros → Canais Iônicos → Ca²⁺, MAPK, PI3K — Rápido: seg. a minutos
Poderia ter algum benefício dos efeitos rápidos (não genômicos)?
• Usar 15 min antes do treino
• Usar 15 min antes de uma relação sexual
⚠️ Faltam Estudos Clínicos!
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REFLEXÕES FINAIS
Faltam Estudos Clínicos
• Os Picos Suprafisiológicos poderiam aumentar os riscos de Efeitos Colaterais?
• Vale a pena repor testosterona por uma via que faz pico em 15 min e retorna ao basal em 2h30?
•
Nenhuma diretriz recomenda ou sequer menciona essa via.
Por que não utilizar testosterona transdermi ca, com liberação sustentada, estudos robustos e respaldo em diretrizes?
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QUER DOMINAR A PRESCRIÇÃO
DE TESTOSTERONA EM MULHERES?
Conheça o curso HORMOFEM e aprofunde sua prática em Terapia Hormonal Feminina com embasamento científico sólido.
Dr. Leonardo Jacobsen em palco com iluminação roxa — 3ª Edição HORMOFEM
Carrossel: FDA — Tamanho Correto (17 slides)
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A REUNIÃO DO FDA QUE PODE MUDAR TUDO
O resumo das falas dos especialistas que desafiam décadas de desinformação sobre a menopausa.
FDA Expert Panel on Menopause and Hormone Replacement Therapy for Women — painel com especialistas, bandeira americana, logo FDA
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FDA EXPERT PANEL ON MENOPAUSE AND
HORMONE REPLACEMENT THERAPY FOR WOMEN
No dia
14 de julho de 2025, os maiores especialistas em menopausa do mundo reuni ram-se com o FDA e as conclusões foram demolidoras.
Esta não é uma opinião, é ciência.
As diretrizes que geram medo na terapia hormonal estão desatualizadas e podem causar
danos reais a milhões de mulheres.
Arraste para o lado e veja os destaques deste Painel de Especialistas. Compartilha para que esta mensagem chegue a mais pessoas.
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A CONCLUSÃO UNÂNIME DO PAINEL
O medo da terapia hormonal é baseado em dados de 2002, mal interpretados e aplicados à população errada. Esta desinformação causa danos REAIS e impede que as mulheres recebam tratamento seguro e eficaz.
Foto de quatro membros do painel na sessão do FDA
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O MEDO DO CÂNCER DE MAMA
"Nenhum ensaio clínico jamais encontrou uma associação entre terapia hormonal e um AUMENTO NA MORTALIDADE por CA de mama."
Marty Makary falando no pódio do FDA
Marty Makary, MD, MPH — Comissário do FDA
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CÂNCER DE MAMA
Mortalidade por Câncer de Mama: Na rea nálise do estudo WHI, o aumento do risco de mortalidade por câncer de mama não foi estatisticamente significativo. O medo generalizado não é totalmente suportado pelos dados de mortalidade.
Marty Makary, MD, MPH — FDA Commissioner
Dr. Marty Makary, M.D., M.P.H. — Comissário do FDA
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O PROBLEMA DO ESTUDO WHI (2002)
A JANELA DE OPORTUNIDADE
O PROBLEMA DO ESTUDO WHI (2002):
O famoso estudo recrutou mulheres com idade média de 63 anos para iniciar a terapia — "tarde demais" para obter benefícios cardiovasculares.
A JANELA DE OPORTUNIDADE:
Iniciar o estrogênio dentro de 10 anos do início da menopausa leva a redução de 25% a 50% no risco de ataques cardíacos fatais e DCV — efeito comparável ou maior que o das estatinas.
Dr. Marty Makary, M.D., M.P.H. — Comissário do FDA
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O ERRO SOBRE O ESTROGÊnico VAGINAL
O estrogênio vaginal é
LOCAL. NÃO aumenta o risco de câncer, trombose ou AVCs. O "black box warning" na bula está errado e
deve ser removido.
"Parem de prejudicar as mulheres."
Heather Hirsch, MD, MS, NCMP falando na audiência do FDA
Heather Hirsch, MD, MS, NCMP — Board-Certified Internist, Founder and CEO, Health by Heather Hirsch MD Collaborative
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NEM TODOS OS HORMÔNIOS SÃO IGUAIS
É um erro científico agrupar todos os tipos de terapia hormonal. Estradiol bioidêntico e progesterona micronizada têm perfis de risco diferentes e mais seguros do que os hormônios sintéticos usados no estudo WHI. A via (oral vs. transdermi ca), a dose e a formulação importam.
Barbara Levy, MD, FACOG, FACS, MSCP — Clinical Professor, The George Washington University
Barbara Levy, MD, FACOG, FACS, MSCP — Ginecologista
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BENEFÍCIOS PARA MULHERES MAIS JOVENS
Análises do estudo WHI estratificadas por idade mostram que para mulheres na faixa dos 50–59 anos, os resultados da terapia hormonal são muito mais favoráveis, com riscos absolutos muito pequenos.
JoAnn V. Pinkerton, MD, FACOG, MSCP — Professor of Obstetrics and Gynecology, University of Virginia Health System
JoAnn Pinkerton, MD, FACOG, MSCP — Ginecologista
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AS MORTES QUE PODIAM SER EVITADAS
O pânico gerado em 2002 levou a uma queda drástica no uso de estrogênio. Estima-se que isso tenha causado quase 50.000 MORTES PREMATURAS de mulheres em 10 anos. Um número que hoje pode chegar a 150.000.
Philip Sarrel, MD — Professor Emeritus, Yale School of Medicine
Philip Sarrel, MD — Professor Emérito, Yale University
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OSTEOPOROSE: UMA EMERGÊNCIA SILENCIOSA
A osteoporose não tem um declínio lento, é uma QUEDA ABRUPTA na menopausa. Após uma fratura do quadril, o risco de morte em um ano é de 30%.
Vonda Wright, MD, MS — Orthopaedic Surgeon, Associate Professor, University of Central Florida
Vonda Wright, MD, MS — Ortopedista
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OSTEOPOROSE
O estradiol sistêmico continua sendo a intervenção mais eficaz para evitar fraturas osteoporóticas:
• Coortes mostram queda de 30–50% nas fraturas de quadril
• Densidade mineral óssea aumenta 4–7% em dois anos com estradiol transdermi co
Vonda Wright, MD, MS — Ortopedista
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TESTOSTERONA NÃO É APENAS SOBRE LIBIDO
É um neuro-hormônio essencial para a função cerebral, muscular, óssea, mitocondrial e nervosa. A melhora da libido é um efeito colateral da melhora da saúde cerebral (dopamina e fluxo sanguíneo).
Kelly Casperson, MD — Board Certified Urologist, Expert and Advocate for Sexuality & Hormones
Kelly Casperson, MD — Urologista
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DISPARIDADE DE ACESSO — TESTOSTERONA
Existem mais de
12 produtos de testosterona aprovados pelo FDA para homens. Para mulheres, existem
ZERO.
"Os escândalos de doping dos anos 80 não deveriam ditar o acesso das mulheres a hormônios essenciais em 2025."
Kelly Casperson, MD — Urologista
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A FALHA NA FORMAÇÃO MÉDICA
O estudo WHI de 2002 causou um colapso na educação sobre menopausa. Em 2013, apenas 20% dos programas de residência médica ensinavam sobre o tema. Dez anos depois, em 2023, esse número subiu para apenas 30%.
Mary Jane Minkin, MD — Clinical Professor, Yale University School of Medicine
Mary Jane Minkin, MD — Ginecologista
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FORMAÇÃO MÉDICA — Continuação
Isso significa que a grande maioria dos médicos
não está preparada para tratar a menopausa adequadamente.
Hoje, a grande maioria dos médicos recebe apenas 1 hora de formação sobre o tema durante toda a sua residência. A desinformação perpetua-se no sistema.
Mary Jane Minkin, MD — Ginecologista
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A CIÊNCIA MUDOU. E AGORA?
Isso significa que a grande maioria dos médicos não está preparada para tratar a menopausa adequadamente.
Compartilhe. Milhões de mulheres precisam saber disto.
Dr. Leonardo Jacobsen em terno
4ª Edição — HORMOFEM — Terapia Hormonal Feminina
Carrossel: Progesterona (10 slides)
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PROGESTERONA ORAL MICRONIZADA
A terapia mais Negligenciada e Fisiológica da Perimenopausa.
Blister de comprimidos de progesterona oral micronizada
HORMOFEM — 3ª Edição — Terapia Hormonal Feminina
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Epidemiologia / Sintomas
"Cerca de 90% das mulheres irão procurar os profissionais de saúde na PERIMENOPAUSA para obter orientações sobre como lidar com os sintomas"
Clin Obstet Gynecol. 2018 Sep;61(3):419–432
OS SINTOMAS PREDOMINANTES INCLUEM:
•
80% Sintomas Vasomotores (calorões)
•
25% Menorragia (sangramentos)
•
10% Mastalgia (dor nas mamas)
Além disso, há alterações intensas no Sono e Humor
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FISIOLOGIA HORMONAL DA PERIMENOPAUSA
Evidências Mostram
•
Níveis de estradiol até 26% maiores, com flutuações eráticas;
•
Insuficiência de Progesterona
QUADRO FREQUENTEMENTE IGNORADO
Esse desequilíbrio hormonal impacta diversos tecidos e
NÃO SÓ O ENDOMETRIO:
• Mamas / Sistema Cardiovascular
• Sistema Nervoso Central / Sistema Imune, etc.
• Sistema Renal
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Tratamentos e Benefícios
TRATAMENTOS FREQUENTEMENTE PRESCRITOS: Anticoncepcionais / TH Tradicional / Histerectomia
A terapia com
Progesterona Oral Micronizada (POM) é uma opção mais fisiológica e segura:
Benefícios da Progesterona na Perimenopausa:
✓ Sintomas Vasomotores ✓ Insônia e Ansiedade
✓ Mastalgia ✓ Menorragia ✓ Enxaqueca
✓ Resistência Insulínica ✓ Formação Óssea
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ESTUDOS MOSTRAM QUE A PROGESTERONA:
✓ Não Aumenta Proliferação Mamária
✓ Melhora Formação Óssea
✓ Reduz Risco Cardiovascular
✓ Induz Sono Fisiológico via Alopregnanolona
✓ Reduz Comportamentos Aditivos e Ansiedade
Facts Views Vis Obgyn. 2011;3(2):109-120
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Efeitos Específicos
MENORRAGIA →
POM associada a Ibuprofeno reduz até 50% no fluxo menstrual.
SONO →
Evidência robusta de melhora na arquitetura do sono (REM e Sono Profundo), sem prejuízo cognitivo.
HUMOR E APETITE →
• Reduz ansiedade e irritabilidade.
• Aumenta gasto energético basal (~300kcal/dia)
• Benefícios sinérgicos com Metformina em resistência insulínica ou ganho de peso central
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Prescrição / Posologia
PRESCRIÇÃO
Geralmente de Maneira Cíclica, somente por 14 dias durante a fase lútea.
Prescrita por MÉDICO habilitado.
FLUXO
Gráfico ciclo: Dias 1→14→27. Durante dias 14-27: "Progesterona Oral Micronizada à noite, 100 a 300mg, por 14 dias"
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ATENÇÃO — IMPORTANTE DIFERENCIAÇÃO
• Progesterona Natural ≠ Progestinas (Sintéticas)
• Progesterona não possui a maioria dos
efeitos adversos das progestinas sintéticas.
• Grandes estudos observacionais sugerem
Risco NULO para Câncer de Mama.
• 5–10% das mulheres não irão tolerar o uso oral por variações individuais no metabolismo.
⚠️ Jamais utilize progesterona ou qualquer hormônio sem orientação MÉDICA! Você pode estar colocando sua saúde em risco.
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QUER DOMINAR A APLICAÇÃO CLÍNICA DA
PROGESTERONA NATURAL NA PERIMENOPAUSA?
Conheça o curso HORMOFEM e aprofunde sua prática em Terapia Hormonal Feminina com embasamento científico sólido.
Dr. Leonardo Jacobsen em palco com iluminação cênica roxa — 3ª Edição HORMOFEM
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DRA. JERILYNN PRIOR
Se você é médico,
sugiro que dê uma lida na referência e nos artigos de revisão da
DRA. JERILYNN PRIOR
F, V & V in ObGyn, 2011, 3 (2): 109-120 — Viewpoint
"Progesterone for Symptomatic Perimenopause Treatment – Progesterone politics, physiology and potential for perimenopause"
Prior JC. Facts Views Vis Obgyn. 2011;3(2):109-120